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quarta-feira, 2 de maio de 2018

O que é estar apaixonado!?










Quebro o silêncio desse longo hiato com um questionamento: O que é estar apaixonado!?

Minha vida nesses últimos anos, eu diria 8 anos, tem se resumido a uma sucessão de encontros que ou em nada deram ou a lugar algum levaram. Gente, mais gente e logo depois mais gente. Um ciclo que eu pensei não mais parar mesmo que por pouco tempo. É cansativo sempre buscar dia após dia alguém, um sentido, um canto para voltar, rir, companhia que seja, é estressante, quem passa ou já passou sabe o que eu digo.
Alguns dias atrás eu e algumas Marias fomos para uma cidade bem peculiar, Brasília. Confesso que não conhecia a capital do meu próprio país. O que dizer ? Uma cidade linda! Mas as pessoas por ali um tanto quanto frias. No pequeno tempo que estive por lá conheci uma pessoa que me roubou o chão, o pensamento, a sanidade e a paz. Quem me conhece sabe que sou intensa, então nunca julguei a quantidade mas a qualidade do tempo que passei com as pessoas. Tampouco dei ouvidos a quaisquer comentários, certos, pontuais, assertivos ou não sobre minha conduta, acredito naquilo que vivo, que sinto, para onde o meu coração manda. Numa dessa situações eu me apaixonei perdidamente e num espaço de tempo tão pequeno que questionaram minha sanidade. Os últimos 6 meses da minha vida foram um calvário que não desejo a ninguém, a ser humano nenhum. Perdi a pessoa que eu mais amava na vida e talvez meu único amor verdadeiro. Sabe quando você não precisa nem falar nada para o outro ? Basta um simples olhar que é compreendido, sabe ? Pois bem, perdi o amor da minha vida, minha alma gêmea, minha mãe. Após anos de luta finalmente o câncer venceu. Dia 14 de outubro foi o dia mais triste de toda a minha existência, tão triste que ao lembrar, e agora escrever, caem lágrimas dos meus olhos.
De repente um vazio tão grande mais tão grande tomou conta de mim. Agradeço primeiro a Deus e depois aos meus amigos por não ter entrado numa depressão ou coisa pior, ter dado cabo de minha própria vida. Os dias eram arrastados, chato, doloridos, muito doloridos, a saudade e a dor ainda não tinham aprendido a conviver em harmônia, alias, ainda não aprenderam, a dor teve piedade e começou a sumir, sumir, sumir, mas não ao ponto de não existir, ela é egoísta demais para isso, mas deu espaço para a saudade. Quando me vi nesse estado tratei de viajar, conhecer gente, mudar a rotina, sair, qualquer coisa que me tirasse daquela inércia de sofrimento, qualquer. Numa dessas eu e as Marias decidimos ir a Brasília. Para ser franca eu quase não fui, relutei até o último momento, mas cedi.
Lembro que na primeira tarde naquela cidade o meu comportamento era o mesmo, aplicativos de caça para encontrar uma foda rápida para passar o meu tempo. Mas algo mudou em mim naquela tarde, como ? Eu não tenho a menor ideia! Dispensei alguns pretendentes da tarde e logo em seguida lamentei comigo mesma como seria legal encontrar alguém diferente ali, e assim foi. Trocamos mensagens a tarde toda, o papo fluía muito fácil, logo em seguida ligações e mesmo assim fluindo. Combinamos de nos encontrar a noite, Confesso que menti para ele quando disse que não o vi chegar. Estrategicamente posicionada eu olhava tudo ao meu redor. Tratei de estar ocupada em uma ligação e a minha surpresa? Ele gentilmente estava parado atrás de mim mandando mensagem para eu virar para que pudesse me ver. Andamos por quase 1 hora, entre conversas risos e gargalhadas. Nossa que coisa gostosa. Fomos a um bar perto da casa dele, tomamos algo e naturalmente esticamos para o seu apartamento. Eu supostamente não deveria dormir lá, teria que encontrar as outras Marias em uma balada, mas tava tão bom ficar ali, deitada, quieta, naqueles ombros que perdi a noção do tempo e do compromisso com os amigos e dormi lá. Mas antes tratei de avisar que sou sonâmbula, não queria acordar no meio da rua de uma cidade que eu não conheço!
No sábado ouve um pequeno desentendimento, eu queria sua companhia e não entendi que sua indisposição tinha nome, dinheiro. Após um bom papo, leia briga mesmo, compreendi o problema. Felizmente nos encontramos naquela tarde que foi mágica, bom papo, pessoas divertidas e claro o homem querido ao lado. Anoiteceu e decidimos ir para uma outra festa, prontamente ele recusou o convite, mas geminiana que sou tratei de convencê-lo, afinal trabalhamos para isso, pagar nossas contas e quando sobrar nos divertir não é mesmo? A noite foi melhor do que imaginei, exceto pela minha cabeça doida que achou estranho os seus olhos curiosos com tudo que se passava ao redor. A principio achei que fosse indelicado da parte dele, mas hoje entendo que apenas é muito observador. Dormimos juntos no hotel e somente um bom tempo depois quando já havia retornado para minha cidade ele confessou que quis ir embora enquanto eu dormiam que não gostava de despedidas. Para a minha sorte e ele não foi embora, ele ficou e ainda almoçamos juntos e passamos o restante da tarde juntos até a hora que iria para o aeroporto. Eu estava encantada com aquele cara como há muito tempo não ficava com ninguém, porém algo me chamou a atenção. Quando nos despedimos ele foi embora sem olhar para trás! Nenhuma menção! Ali percebi que o coração daquele cara era fechado e frio.

Quando retornei avisei que o voo tinha sido tranquilo e que já na direção de casa. A semana passou e nos falávamos cada vez mais, por mensagens, áudios e ligações. Por mais que fisicamente estivéssemos separados nossa ligação continuava, o sentimento brotava. Fizemos planos, decidimos que ele viria até a minha cidade para conhecer minha rotina e quem sabe se tudo desse certo talvez mudar para cá. Tudo corria muito bem, melhor até do que eu tinha planejado. Mas eu não contei com uma variável, O SER HUMANO. Nos magoamos, ele mentiu e eu traí. Hoje a viagem esta suspensa, não cancelada, terminamos e sinto uma falta imensa das nossas conversas, da atenção que um dava ao outro. São tempos modernos onde a distância pode ser enganada, claro que a ausência física nos deixa doidos, mas podemos suprir outros sentimentos hoje.

Trocamos algumas mensagens após o ocorrido e eu abri meu coração, eu não queria cometer o mesmo erro, a soberba, a dureza. Sei bem o que a raiva pode fazer com um sentimento, como transforma a sua percepção em algo muito ruim. O que vai acontecer de hoje em diante? Eu não sei! Sei que não posso abraçar o mundo com as pernas e mesmo que tente ficaria louca.

Mas voltando a pergunta do início, o que é estar apaixonada ? Para mim hoje é arriscar, pular de cabeça quando você sente uma fagulha ao tocar o outro. É pirar quando não tem notícias, é sofrer por algo que ainda não aconteceu, é confiar no seu coração quando a sua mente não deixa mais você discernir o certo do errado, a mentira da verdade, o real do imaginário. Se eu me arrependo? Não. Esse sentimento doido, confuso que te tira a paz serviu para mostrar que eu estou viva, que eu preciso viver e que tenho que viver. Portanto caro leitor, não tenha medo, vá com tudo sem ressalva, arrisque-se! Arrependa-se do que fez não daquilo que poderia ter vivido. Um dia por mais que quebre a cara lá na frente terá uma história, algo seu, pertencimento, não seja apenas mais um que está fechado e pessimista, não seja, olhe para a frente e independente do resultado faça o que é melhor para o seu coração, sempre! Um beijo da sempre sua Maria dos Eguns

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